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O varejo farmacêutico brasileiro movimentou R$ 262,6 bilhões nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, ante R$ 170,8 bilhões no mesmo recorte de agosto de 2022. Os dados da Close-Up CDD Assortment indicam crescimento composto de 11,3% ao ano no período.
Considerando os oito primeiros meses de cada ano, o mercado passou de R$ 116 bilhões em 2022 para R$ 176,8 bilhões em 2026, com taxa de crescimento anual composta de 11,1%.
O desempenho combina a participação dos medicamentos de prescrição com o avanço de categorias como os agonistas do receptor GLP-1, que vêm influenciando a composição das vendas do setor.
Redes farmacêuticas apresentam maior crescimento
O desempenho do mercado varia conforme o modelo de operação. Nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, a Abrafarma registrou crescimento de 16,5%, seguida pelas demais redes, com alta de 13,9%.
As farmácias independentes avançaram 6,9%, enquanto as federações cresceram 3,3%. Os especialistas digitais apresentaram aumento de 4,6%. Na outra ponta, as demais farmácias registraram retração de 23%.
Os resultados mostram diferenças no ritmo de expansão entre os formatos de varejo farmacêutico.
Número de lojas e maturidade das operações
O levantamento contabilizou 100.135 lojas com vendas nos 12 meses analisados. Desse total, 12.372 pertenciam à Abrafarma, 6.253 às demais redes, 27.965 às federações e 53.545 aos independentes.
Entre janeiro e agosto de 2026, foram registradas 99.723 lojas com vendas: 12.371 da Abrafarma, 6.221 das demais redes, 27.954 das federações e 53.177 dos independentes.
As lojas maduras representavam 79,7% da base da Abrafarma, 69,1% das demais redes, 76,7% das federações e 63,8% dos independentes. Considerando todo o mercado, a participação das unidades maduras era de 69,7%.
Venda média mensal aumenta com o tempo de operação
O tempo de funcionamento das lojas também aparece associado a diferenças na venda média mensal. No primeiro ano de operação, a média registrada foi de R$ 618 mil. No segundo ano, chegou a R$ 697 mil e, no terceiro, a R$ 958 mil. Nas lojas maduras, a média foi de R$ 878 mil.
O sortimento também varia conforme a etapa da operação. No primeiro ano, as lojas comercializavam 11.283 produtos distintos. No segundo, eram 11.269; no terceiro, 11.521; e nas unidades maduras, 11.283.
Na abertura por canal para as lojas no terceiro ano, a venda média mensal foi de R$ 438 mil nas demais redes, R$ 196 mil nas federações e R$ 82 mil nos independentes, dentro da média geral de R$ 958 mil apresentada pelo levantamento.
Expansão alcança municípios de diferentes portes
Nos 12 meses analisados, foram contabilizadas 7.602 novas lojas. Desse total, 698 foram abertas em municípios com mais de 1 milhão de habitantes, 431 em cidades com até 1 milhão, 1.665 em localidades com até 500 mil e 4.808 em municípios com até 300 mil habitantes.
Entre janeiro e agosto de 2026, foram registradas 4.370 novas lojas. Dessas, 384 estavam em cidades com mais de 1 milhão de habitantes, 208 em municípios com até 1 milhão, 914 em localidades com até 500 mil e 2.864 em cidades com até 300 mil habitantes.
Vendas digitais crescem 42,1%
As vendas digitais do varejo farmacêutico alcançaram R$ 8,2 bilhões em agosto de 2026, considerando o período de 12 meses agrupado em trimestres móveis. O resultado representa crescimento de 42,1%.
A evolução do canal ocorreu de forma contínua. As vendas passaram de R$ 3,9 bilhões em novembro de 2024 para R$ 4 bilhões em fevereiro de 2025, R$ 4,9 bilhões em maio, R$ 5,8 bilhões em agosto e R$ 6,8 bilhões em novembro daquele ano.
Em fevereiro de 2026, o volume permaneceu em R$ 6,8 bilhões. Em maio, chegou a R$ 7,9 bilhões e, em agosto, atingiu R$ 8,2 bilhões.
A participação do digital no mercado total também aumentou, passando de 16,7% em novembro de 2024 para 27,3% em agosto de 2026.
Medicamentos e dermocosméticos se destacam no digital
Na análise de penetração digital dos últimos 12 meses, os MIPs responderam por 54,2%, enquanto os MPX representaram 18,6% e o total de medicamentos alcançou 16,4%, conforme os indicadores apresentados no levantamento.
Entre os não medicamentos, os dermocosméticos registraram penetração de 20,3%, seguidos por bebê e criança, com 15,8%; vitaminas e suplementos, com 10,9%; beleza e cabelo, com 10,2%; e cuidados pessoais, com 9,4%.
Também foram registrados 8,1% para alimentos e bebidas, 9,6% para MIPS e terapias, 6,9% para conveniência e 7,2% para produtos de saúde, testes e equipamentos médicos. O total de não medicamentos apresentou penetração de 11,5%.
No recorte de janeiro a agosto, os MIPs alcançaram 55,6%, enquanto os MPX representaram 18,9% e o total de medicamentos chegou a 16,7%.
Entre os não medicamentos nesse período, os dermocosméticos registraram 19,2%, bebê e criança, 13,5%; vitaminas e suplementos, 10,3%; beleza e cabelo, 8,8%; e cuidados pessoais, 8,4%.
Os dados indicam expansão das vendas digitais em diferentes categorias e maior participação desse canal na operação do varejo farmacêutico.