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O mercado global de medicamentos prescritos movimentou US$ 1,32 bilhão em 2025 e a expectativa é de que alcance US$ 2,49 bilhões até 2034. A projeção representa crescimento de 88,6% no período. A América do Norte concentrou 49,66% da demanda mundial em 2025, impulsionada principalmente pelo aumento das aprovações de medicamentos órfãos por agências reguladoras.
O segmento reúne vacinas e diferentes terapias utilizadas no tratamento e no controle de doenças crônicas e agudas, como câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças raras.
Pandemia afetou demanda por tratamentos
A pandemia de COVID-19 provocou uma desaceleração no mercado em 2020. As restrições de circulação e os lockdowns dificultaram o acesso aos serviços de saúde e aos tratamentos, enquanto a redução das consultas hospitalares e da emissão de prescrições afetou a demanda por medicamentos.
No mesmo ano, os gastos com medicamentos prescritos em hospitais não federais registraram queda de 4,6%, de acordo com dados da American Society of Health-System Pharmacists.
A recuperação ocorreu com a retomada dos serviços de saúde e o aumento das visitas a centros médicos. O avanço de pesquisas e desenvolvimento de tratamentos para COVID-19, a expansão dos cuidados domiciliares e a aprovação de biossimilares e medicamentos especializados contribuíram para a retomada do setor.
O aumento do consumo de medicamentos em ambientes de homecare também favoreceu a expansão do mercado.
Genéricos ampliam participação no setor
O lançamento de equivalentes genéricos para medicamentos prescritos está entre os fatores associados ao crescimento do segmento. Esses produtos oferecem alternativas de menor custo em relação aos medicamentos originais e podem ampliar o acesso ao tratamento, especialmente entre pacientes com restrições financeiras e em mercados emergentes.
Os medicamentos destinados a doenças raras também ganham espaço. Empresas como a BioMarin mantêm portfólios voltados a medicamentos órfãos, enquanto novas aprovações ampliam as possibilidades de tratamento nesse segmento.
Entre os exemplos está o TI-168 da Baudax Bio, Inc., destinado ao tratamento da Hemofilia A. O desenvolvimento de medicamentos para doenças raras também tem atraído investimentos diante da possibilidade de criação de produtos de grande relevância comercial.
Alto custo permanece como obstáculo
Apesar da expansão projetada, o custo de desenvolvimento e aquisição de determinados medicamentos continua sendo um dos principais desafios do mercado.
O desenvolvimento de um novo medicamento pode alcançar aproximadamente US$ 2,6 bilhões. Para os pacientes, os preços de algumas terapias também representam uma barreira de acesso. O Abiraterone, utilizado no tratamento do câncer de próstata, pode chegar a US$ 10.000 por mês e não possui caráter curativo.
A segmentação por tipo de produto mostra predominância de “outros medicamentos prescritos”. Esse grupo representou 71,71% do mercado em 2023, com participação de 71,71% em 2026, impulsionado pelo lançamento de novos medicamentos, incluindo produtos biológicos sem equivalentes genéricos imediatos, além do elevado volume de prescrições para doenças crônicas, como câncer e diabetes.
Os medicamentos órfãos, por sua vez, apresentam perspectiva de registrar a maior CAGR, favorecidos pelo avanço dos ensaios clínicos e das aprovações regulatórias.
Oncologia mantém liderança entre as terapias
Na divisão por área terapêutica, a oncologia deverá permanecer na liderança, com participação de 67,55% em 2026. O resultado está relacionado à crescente prevalência do câncer e aos elevados custos envolvidos no tratamento.
Em setembro de 2023, a FDA aprovou dez novas terapias direcionadas ao tratamento do câncer.
O mercado de vacinas também apresenta expansão associada à necessidade de imunização. Já os imunossupressores têm demanda relacionada principalmente aos transplantes de órgãos e ao tratamento de doenças imunológicas.
Com a combinação entre novos tratamentos, expansão dos medicamentos órfãos, avanço dos genéricos e retomada dos serviços de saúde, o mercado global de medicamentos prescritos tem projeção de alcançar US$ 2,49 bilhões até 2034.