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Mercado farmacêutico fatura R$ 23,6 bilhões em setembro, apesar de queda no volume
Mercado farmacêutico fatura R$ 23,6 bilhões em setembro, apesar de queda no volume

O mercado farmacêutico brasileiro registrou faturamento estimado de R$ 23,6 bilhões em setembro de 2026, alta de 7,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar do crescimento financeiro, o volume comercializado no varejo apresentou retração, com 742,2 milhões de unidades vendidas, queda de 0,7% na comparação anual e de 1,5% em relação a agosto.

Os dados são da Prévia de Mercado Setembro 2026, elaborada pela IQVIA. Na comparação mensal, o faturamento recuou 2,2%, indicando movimentos distintos entre receita e quantidade de produtos comercializados.

Medicamentos mantêm estabilidade no volume de vendas

A categoria de medicamentos registrou 508,6 milhões de unidades vendidas em setembro, queda de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. Em relação a agosto, houve crescimento de 1,0%. O faturamento alcançou R$ 13,4 bilhões, avanço anual de 5,5%.

Entre os diferentes perfis de dispensação, os medicamentos éticos sustentaram o desempenho do volume. A categoria somou 320 milhões de unidades, com crescimento de 1,2% em relação a setembro de 2025 e de 1,7% na comparação mensal.

Já os medicamentos populares, que incluem similares e genéricos de balcão, totalizaram 188,6 milhões de unidades. O resultado representou queda de 2,2% em um ano e de 0,3% em relação a agosto.

Em faturamento, os medicamentos populares apresentaram crescimento anual de 6,7%, alcançando R$ 4,45 bilhões. Os medicamentos éticos registraram alta de 5,0%, com receita de R$ 8,96 bilhões.

Bens de consumo apresentam retração no volume

O segmento de bens de consumo encerrou setembro com 422,2 milhões de unidades comercializadas, queda de 2,0% em relação ao mesmo mês do ano anterior e de 3,8% na comparação com agosto.

Apesar da redução no volume, o faturamento da categoria cresceu 6,1% em 12 meses, totalizando R$ 10,87 bilhões. Na comparação mensal, houve recuo de 4,4%.

Receita e volume apresentam trajetórias diferentes

O desempenho de setembro mostra que o crescimento do faturamento não foi acompanhado por uma expansão equivalente na quantidade de produtos vendidos.

A composição do mix comercializado também influencia os resultados financeiros. Medicamentos de maior valor por unidade, como os agonistas do receptor GLP-1, podem contribuir para elevar a receita sem que isso represente um crescimento proporcional do volume.

O cenário econômico também afeta o desempenho das farmácias. Pressões inflacionárias, juros elevados e incertezas podem restringir o orçamento das famílias, enquanto o custo do capital de giro e do financiamento de estoques influencia as operações do varejo.

Nesse contexto, o acompanhamento por categoria permite avaliar diferenças de desempenho e orientar decisões relacionadas ao sortimento, aos estoques, às ações comerciais e à rentabilidade.

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