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As farmácias independentes tiveram a maior participação na expansão do varejo farmacêutico nos 12 meses encerrados em julho de 2026. Das 7.848 novas unidades contabilizadas no período, 5.119 pertenciam ao segmento, representando 65,2% das aberturas.
O grupo também apresentou o maior percentual de estabelecimentos classificados como fechados entre os segmentos analisados. No mesmo período, 12,7% do portfólio das farmácias independentes estava nessa categoria.
No acumulado de janeiro a julho, a participação das independentes nas novas aberturas aumentou para 68,9%. Foram 2.707 novas lojas das 3.926 inauguradas no período. A proporção de unidades classificadas como fechadas ficou em 11,9%.
Independentes concentram maior número de novas lojas
O número de inaugurações das farmácias independentes ficou acima do registrado pelos demais grupos considerados no levantamento da Close-Up International.
Nos 12 meses até julho, as independentes abriram 5.119 unidades. As federações registraram 1.589 novas lojas, enquanto a Abrafarma contabilizou 691 e as demais redes, 449. Juntos, os quatro grupos somaram 7.848 novas unidades.
Considerando apenas janeiro a julho, foram abertas 2.707 lojas independentes, 699 unidades pertencentes às federações, 315 da Abrafarma e 205 das demais redes.
Fechamentos atingem 12,7% do portfólio
Apesar da liderança nas novas aberturas, as farmácias independentes também registraram a maior proporção de lojas fechadas. Nos 12 meses analisados, 12,7% do portfólio do segmento estava nessa classificação.
No acumulado do ano, o percentual ficou em 11,9%.
As dificuldades de gestão, organização de processos e utilização de informações para decisões comerciais e operacionais estão entre os fatores relacionados ao desempenho das unidades independentes.
A competição também envolve recursos tecnológicos, gestão de portfólio, programas de fidelidade, informações e dados utilizados na tomada de decisões. Nesse cenário, o acesso a ferramentas de gestão e operação passou a fazer parte da estrutura necessária para a atuação das farmácias independentes.
Associativismo amplia acesso a ferramentas de gestão
O associativismo aparece como uma alternativa para ampliar a estrutura disponível às farmácias independentes. O modelo possibilita o acesso a conhecimento, dados, capacitação e ferramentas de gestão que podem representar custos e estruturas mais difíceis de manter individualmente.
A adoção de recursos para programas de fidelidade, gestão de portfólio e análise de informações está entre as áreas que demandam estrutura para serem desenvolvidas.
O cenário também coloca em discussão a necessidade de evolução do varejo associativo para ampliar a competitividade das farmácias independentes em um mercado com maior presença de tecnologia, dados e ferramentas de gestão.
Nesse contexto, o acesso compartilhado a recursos pode contribuir para a profissionalização da gestão e para a atuação das farmácias em um ambiente de maior concorrência.