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Consumidor com 50 anos ou mais movimenta R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil
Consumidor com 50 anos ou mais movimenta R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil

O consumidor brasileiro com 50 anos ou mais movimenta atualmente R$ 1,8 trilhão por ano e poderá alcançar R$ 3,8 trilhões em 2044. O avanço da longevidade modifica o perfil etário da população e também influencia as demandas relacionadas a produtos, serviços, atendimento e experiências.

De acordo com o estudo Brasil Prateado, do data8, a população 50+ foi responsável por 24% do consumo privado dos domicílios em 2024. Para 2044, a projeção é de que essa participação chegue a 35%. Os valores consideram o consumo total desse grupo, sem restrição a produtos ligados à saúde e ao bem-estar.

A mudança demográfica também amplia a necessidade de empresas reorganizarem suas ofertas de acordo com diferentes necessidades apresentadas pelos consumidores ao longo da vida.

Longevidade influencia decisões antes dos 60 anos

A longevidade não está restrita a consumidores com 60 anos ou mais. Decisões relacionadas à alimentação, atividade física, beleza, sono e autocuidado já são tomadas por pessoas de diferentes gerações com perspectivas de longo prazo.

Essa abordagem esteve presente no painel “O cliente de 100 anos já está na sua loja. E ele não veio comprar remédio”, realizado em 16 de setembro, durante o LATAM Retail Show, em São Paulo.

A referência ao “cliente de 100 anos” representa uma perspectiva de longo prazo e não uma previsão de que todos os consumidores chegarão a essa idade. O conceito considera que escolhas voltadas à longevidade e à qualidade de vida já influenciam os hábitos de consumo atuais.

O movimento também está relacionado à economia do wellness, que movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024, equivalente a aproximadamente R$ 35,0 trilhões, e tem previsão de alcançar US$ 9,8 trilhões em 2029, cerca de R$ 50,5 trilhões, considerando a cotação de referência utilizada.

O Brasil ocupa a 11ª posição entre os maiores mercados mundiais do segmento, com US$ 125,4 bilhões em 2024, aproximadamente R$ 645,8 bilhões.

Dentro desse mercado, cuidados pessoais e beleza movimentaram aproximadamente US$ 1,35 trilhão, equivalente a R$ 7,0 trilhões. Alimentação saudável, nutrição e controle de peso representaram US$ 1,15 trilhão, ou R$ 5,9 trilhões, enquanto atividade física movimentou US$ 1,14 trilhão, também equivalente a R$ 5,9 trilhões.

Necessidades ultrapassam categorias isoladas

O comportamento do consumidor reúne diferentes necessidades que podem fazer parte de uma mesma rotina. Alimentação, suplementação, cuidados com a pele e atividade física, por exemplo, podem estar relacionados, embora sejam frequentemente organizados pelas empresas em departamentos, equipes e experiências distintas.

Essa divisão pode criar uma distância entre a maneira como o consumidor organiza suas necessidades e a forma como as empresas estruturam seus produtos e serviços.

Farmácias ampliam contato com consumidores

A escala do varejo farmacêutico também coloca as farmácias como pontos de contato com consumidores que buscam produtos relacionados à suplementação e ao autocuidado.

A RD Saúde realiza cerca de 1,5 milhão de atendimentos por dia e conta com 15 mil farmacêuticos. O volume de interações coloca o ponto de venda em uma posição de contato direto com diferentes perfis de consumidores.

Entre os clientes dessas categorias estão pessoas que passam a adotar novos cuidados após receber um diagnóstico e consumidores mais jovens que buscam informações e incorporam práticas de cuidado antes do surgimento de determinadas necessidades.

As diferentes motivações tornam o atendimento um componente relevante para identificar demandas distintas. Nesse contexto, a variedade de produtos representa apenas uma parte da estrutura necessária para acompanhar as necessidades dos consumidores ao longo da vida.

Demandas mudam ao longo da vida

As prioridades relacionadas ao autocuidado também podem variar conforme o momento de vida. Energia, aparência, sono, cognição e mobilidade aparecem em diferentes períodos e contextos, o que exige adequação das ofertas e da comunicação utilizadas pelas empresas.

O avanço da longevidade, portanto, amplia o período durante o qual consumidores permanecem ativos no mercado e modifica a relação entre idade, necessidades e hábitos de consumo.

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