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Black Friday 2026 coloca gestão de estoque, margem e canais no centro da operação das farmácias
Pesquisa mostra que 62% dos consumidores pretendem comprar na data, enquanto preço, frete, experiência e comunicação influenciam as decisões
A Black Friday de 2026 deve movimentar consumidores atentos não apenas aos descontos, mas também às condições de compra, disponibilidade de produtos e experiência oferecida pelas empresas. Para o varejo farmacêutico, o período envolve planejamento comercial, controle de margens, gestão de estoque e integração entre os diferentes canais de venda.
Levantamento realizado pelo Opinion Box em parceria com a Dito aponta que 62% dos consumidores pretendem realizar compras na Black Friday de 2026, enquanto 24% ainda não decidiram. Entre os consumidores interessados, 19% indicam farmácia e saúde entre as categorias de compra. Beleza e cosméticos aparecem com 33%.
O comportamento observado em 2025 também mostra a relevância dessas categorias. Farmácia e saúde representaram 24% das categorias adquiridas, enquanto beleza e cosméticos alcançaram 33%.
Preço e frete influenciam a decisão
Os preços baixos são considerados o fator mais importante durante a Black Friday por 75% dos consumidores. O frete grátis aparece em seguida, com 50%, enquanto o percentual de desconto é citado por 30%.
Os fatores que podem levar à desistência também estão relacionados às condições da compra. Para 47% dos entrevistados, preços acima do esperado são motivo para abandonar uma aquisição. O frete elevado é apontado por 33%, enquanto reclamações negativas sobre a loja influenciam 25%.
Nesse cenário, o planejamento das promoções precisa considerar a rentabilidade de cada oferta, além da capacidade de atendimento e abastecimento. O histórico de vendas pode ser utilizado para dimensionar a demanda por categorias como higiene, beleza e dermocosméticos, bem como para organizar estoques e equipes.
A integração entre lojas físicas, comércio eletrônico, pagamentos e logística também é necessária para manter consistentes os preços e as informações sobre disponibilidade dos produtos.
Jornada de compra combina canais físicos e digitais
O comportamento dos consumidores durante a Black Friday reforça a importância da integração entre canais. Em 2025, 54% realizaram compras exclusivamente online, enquanto 32% combinaram lojas físicas e digitais.
A jornada também envolveu pesquisa em diferentes pontos de contato. Cerca de 30% dos consumidores pesquisaram produtos em lojas físicas antes de comprar pela internet, enquanto 21% fizeram o caminho inverso.
Para as farmácias, esse comportamento exige alinhamento das informações e das condições comerciais entre os canais. Consulta de preços pelo celular, disponibilidade de produtos, entrega e retirada precisam estar de acordo com a capacidade operacional da rede.
A preparação também envolve testes dos sistemas, dimensionamento da estrutura logística e treinamento das equipes para o aumento da demanda. A experiência de compra pelo celular deve ser simples, enquanto as ações de publicidade e promoção de medicamentos precisam observar as regras específicas do setor.
Comunicação promocional precisa ser relevante
O relacionamento com os consumidores também influencia a estratégia da Black Friday. E-mail é o canal preferido para receber ofertas por 53% dos entrevistados, enquanto 46% preferem o WhatsApp.
Apesar da procura por promoções, o excesso de contatos pode reduzir a relevância da comunicação. Segundo o levantamento, 48% percebem um aumento nas mensagens durante a Black Friday, mas consideram que as promoções geralmente não são relevantes.
A antecedência também aparece como oportunidade. Entre os consumidores interessados em receber comunicações antes da data, 63% gostariam de conhecer antecipadamente os produtos que estarão em promoção. Outros 48% valorizam a antecipação dos descontos e a oferta de cupons exclusivos.
A personalização também apresenta espaço para avanço. Entre os consumidores que compartilham seus dados com empresas, 46% percebem que essas informações são utilizadas para oferecer promoções personalizadas. Em contrapartida, 27% afirmam receber ofertas sem relação com seus interesses.
Inteligência artificial divide espaço com atendimento humano
A tecnologia já faz parte da jornada de compra de uma parcela dos consumidores. O levantamento aponta que 54% dos entrevistados já utilizaram ferramentas de inteligência artificial para pesquisar ou comprar produtos.
No atendimento, porém, a preferência pelo contato humano permanece relevante. Cerca de 40% dos consumidores fazem questão de atendimento exclusivamente humano quando precisam entrar em contato com o suporte de uma loja. Outros 32% aceitam utilizar inteligência artificial para esclarecer dúvidas simples, desde que exista possibilidade de interação com uma pessoa.
Para as farmácias, o cenário coloca a tecnologia como parte da operação, mas mantém a necessidade de estruturar atendimento, logística, estoque e comunicação de forma integrada.