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Os aplicativos de farmácias ganharam relevância na jornada digital dos consumidores no primeiro semestre de 2026. O canal apresentou taxa de recorrência de 61,2%, acima dos 58,9% registrados por aplicativos de supermercados e do segmento de alimentos.
No mesmo período, a categoria farmácia e beleza alcançou conversão de 6,6% e tíquete médio de R$ 278,83. Os resultados indicam uma participação relevante dos aplicativos em jornadas marcadas por recompra, conveniência e relacionamento com o consumidor.
No varejo farmacêutico, a recorrência está associada a compras de medicamentos e produtos de uso contínuo, reposição de itens e novas aquisições baseadas no histórico de compras. Funcionalidades que reduzem etapas para consumidores que já conhecem os produtos contribuem para facilitar esse processo.
Entre os recursos utilizados pelos consumidores, o histórico de pedidos aparece com 49% de utilização. O pagamento salvo é utilizado por 36%, enquanto a funcionalidade de comprar novamente registra 34%. O rastreamento de pedidos apresenta a maior utilização entre os recursos citados, com 72%.
A diferença entre recorrência e conversão reforça a importância do aplicativo como ferramenta de retenção e frequência de compra, além de sua função como canal de vendas. Histórico de pedidos, opções de recompra, listas recorrentes e lembretes de reposição podem facilitar o retorno de consumidores ao aplicativo.
Notificações também influenciam a frequência de uso
As notificações push fazem parte das estratégias de relacionamento após a compra. Entre as possibilidades estão o acompanhamento do status do pedido, avisos sobre disponibilidade para retirada, lembretes de recompra, reposição de estoque e ofertas.
O levantamento aponta que 72% dos consumidores consideram úteis as notificações relacionadas ao status do pedido. Já as mensagens promocionais são consideradas úteis por 46% dos consumidores quando são relevantes para o usuário.
A frequência das mensagens, porém, representa um fator de atenção. O estudo mostra que 78% dos consumidores afirmam se incomodar com o excesso de notificações. Dessa forma, a frequência e a relevância da comunicação passam a ter importância na utilização desse recurso.
Aplicativo aproxima canais digitais e lojas físicas
Outra característica identificada é a integração entre o aplicativo e as unidades físicas. Entre as possibilidades estão a compra com retirada na loja, a consulta de disponibilidade de produtos e o aviso de que o pedido está pronto.
O aplicativo também pode participar da venda assistida, permitindo que vendedores tenham acesso a catálogo, disponibilidade, benefícios e histórico do cliente. Nesse modelo, o canal digital passa a integrar a operação da loja física, e não apenas as compras realizadas remotamente.
Para as redes de farmácias, essa integração também permite reunir benefícios, cupons, campanhas segmentadas por localização e estratégias de recompra em uma mesma jornada.
A conexão entre os canais permite que o consumidor transite entre o ambiente digital e a loja física sem precisar reiniciar a experiência de compra a cada mudança de canal. A jornada pode começar no aplicativo e ser concluída na unidade física, ou ocorrer no sentido inverso.
Nesse contexto, o aplicativo apresenta características próprias em relação ao site. Elementos como busca, recompra, benefícios, disponibilidade de produtos, conveniência e integração com as lojas físicas precisam estar incorporados à experiência do canal móvel.