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Levantamento aponta que cerca de 6 milhões de brasileiros utilizam a classe e mostra aumento do conhecimento sobre as canetas emagrecedoras
O uso de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 continua crescendo no Brasil, inclusive entre consumidores que enfrentam restrições financeiras. Um levantamento da Worldpanel by Numerator aponta que cerca de 6 milhões de brasileiros utilizam esse tipo de tratamento.
Entre os lares que afirmam não ter sobra de dinheiro no fim do mês, um em cada quatro já utiliza medicamentos da classe. O cenário ocorre enquanto aumenta a parcela da população que enfrenta dificuldades para poupar.
Em 2026, 76% dos brasileiros afirmaram conhecer as canetas emagrecedoras, índice seis pontos percentuais superior ao registrado em 2025. Na América Latina, esses medicamentos já são conhecidos em 63 milhões de lares.
Pressão econômica muda prioridades de consumo
A pesquisa mostra que a utilização dos medicamentos ocorre em um período de maior restrição financeira. A parcela dos brasileiros que afirma não conseguir poupar ao final do mês passou de 25%, em 2025, para 33% em 2026.
Mesmo diante desse cenário, parte dos consumidores mantém os gastos com medicamentos GLP-1 e reduz despesas em outras categorias. Na América Latina, quase dois em cada dez consumidores afirmam sacrificar parte do orçamento para custear o tratamento com canetas emagrecedoras.
O levantamento também identificou aumento da atenção ao autocuidado na região. Em 2026, 38% dos latino-americanos foram classificados como ativos em relação à saúde, adotando práticas relacionadas à alimentação e ao estilo de vida.
Nesse contexto, houve crescimento dos gastos com medicamentos, especialmente multivitamínicos e agonistas de GLP-1, além de produtos de beleza.
Percepção sobre saúde física recua
Apesar do avanço das práticas relacionadas ao autocuidado, a percepção dos brasileiros sobre o próprio bem-estar físico apresentou queda.
O percentual de pessoas que consideram sua saúde física satisfatória passou de 64% em 2024 para 55% em 2026, segundo a Worldpanel.
Os dados mostram, ainda, que os medicamentos GLP-1 passaram a ocupar espaço relevante no orçamento de parte dos consumidores, inclusive em famílias que relatam não possuir renda disponível ao final do mês.