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A Anvisa aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida sintética no Brasil. As autorizações representam o maior número de registros de agonistas de GLP-1 concedidos em uma única decisão pela agência.
As novas canetas são indicadas para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não alcançaram o controle adequado da doença com outras terapias, como a metformina.
Os medicamentos registrados são Owozy, da Ávita Care / Sandoz; Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil; Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica; Semavy, da Hypera Pharma; e Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica.
A Sandoz ficará responsável pela comercialização do Owozy, que será importado e distribuído pela Ávita Care.
Antes de serem disponibilizados no mercado, os produtos precisam ter seus preços definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A previsão é que essa etapa seja concluída em aproximadamente dois meses.
Os cinco registros foram concedidos por meio de comparabilidade com o Ozempic, medicamento biológico que também utiliza a semaglutida como princípio ativo.
O Ozivy, da EMS, foi considerado o medicamento de referência em semaglutida sintética. Assim como as cinco novas canetas, sua indicação prevista em bula está restrita ao tratamento do diabetes tipo 2.
Para o tratamento da obesidade, estão disponíveis no mercado brasileiro o Mounjaro, à base de tirzepatida e fabricado pela Eli Lilly; o Wegovy, da Novo Nordisk; o Poviztra, da Eurofarma; o Saxenda, à base de liraglutida e produzido pela Novo Nordisk; e o Olire, também à base de liraglutida, da EMS.
A categoria de medicamentos baseados em GLP-1 tem projeção de crescimento de US$ 2 bilhões, equivalentes a R$ 10,4 bilhões, em 2026, para US$ 9 bilhões, ou R$ 46,7 bilhões, em 2030.
Para acelerar a avaliação dos pedidos de registro, a Anvisa realizou uma força-tarefa. Dos 24 processos protocolados, 11 tiveram a análise concluída até o momento.